26/07/01

Brasil regula el etiquetado de los OGM a pesar de estar todavía prohibida su venta

 El Diario Oficial de la Unión de Brasil publicó el pasado día 19 el Decreto 3.287 sobre el etiquetado de los productos que contenga productos obtenidos mediante el uso de la biotecnología (OGM), estableciendo un límite de un 4% de presencia adventicia para no tener que ser etiquetados como que contienen OGM. En el caso de que el producto tenga varios ingrediente OGM, el límite del 4% se entiende para cada uno de los productos, según informa la Agencia Brasil. El decreto se refiere únicamente a alimentos de consumo humano.

 En Brasil está actualmente prohibida la producción, importación y comercialización de OGM, aunque se siembra una cantidad importante de soja OGM de forma clandestina, especialmente en los estados del sur. La prohibición en vigor es de carácter judicial, ya que el Gobierno y su comisión científica CTNBio, han mostrado su disposición a que se puedan producir transgénicos en Brasil. Por otra parte la empresa pública de investigación agraria EMBRAPA, cuenta con programas avanzados de desarrollo de variedades transgénicas.

El que el Gobierno haya emitido esta Ley regulando el etiquetado de los OGM a partir del 31 de diciembre significa que confía en que los tribunales levanten en breve la prohibición, ya que carecería de sentido legislar el etiquetado de un producto prohibido.

Brasil es, tras EEUU, el segundo productor y exportador mundial de soja, el principal producto OGM por volúmen de producción.


 ATOS DO PODER EXECUTIVO

DECRETO Nº 3.871, DE 18 DE JULHO DE 2001

Disciplina a rotulagem de alimentos embalados que contenham ou sejam produzidos com organismo geneticamente modificados, e dá outras providências.

O PRESIDENTE DE REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso IV, da Constituição,

D E C R E T A :

Art. 1º Os alimentos embalados, destinados ao consumo humano, que contenham ou sejam produzidos com organismo geneticamente modificado, com presença acima do limite de quatro por cento do produto, deverão conter informação nesse sentido em seus rótulos, sem prejuízo do cumprimento da legislação de biossegurança e da legislação aplicável aos alimentos em geral ou de outras normas complementares dos respectivos órgãos reguladores e fiscalizadores competentes.

§ 1º Na hipótese do caput deste artigo, o rótulo deverá apresentar uma das seguintes expressões: "(tipo do produto) geneticamente modificado" ou "contém (tipo de ingrediente) geneticamente modificado".

§ 2º As informações do rótulo deverão estar em língua portuguesa, com caracteres de tamanho e formato que as tornem ostensivas e de fácil visualização.

§ 3º Para efeito deste Decreto, o limite previsto no caput estabelece o nível de presença não intencional de organismo geneticamente modificado, percentualmente em peso ou volume, em uma partida de um mesmo produto obtido por técnicas convencionais.

§ 4º Para alimentos constituídos de mais de um ingrediente, os níveis de tolerância estabelecidos serão aplicados para cada um dos ingredientes considerados separadamente na composição do alimento.

Art. 2º Este Decreto aplica-se aos produtos geneticamente modificados que tenham recebido parecer técnico conclusivo favorável da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança - CTNBio, relativamente à segurança do organismo geneticamente modificado, para fins de liberação comercial, bem como a respectiva autorização para comercialização pelos órgãos competentes.

Art. 3º Fica criada Comissão Interministerial com competência para propor revisão, complementação e atualização do disposto neste Decreto, bem assim metodologia de detecção da presença de organismo geneticamente modificado, levando-se em conta o progresso técnico-científico em curso.

§ 1º A Comissão será composta por representantes dos Ministérios da Justiça, da Agricultura e do Abastecimento, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, da Saúde e da Ciência e Tecnologia, indicados pelos respectivos titulares e designados pelo Ministro de Estado da Ciência e Tecnologia.

§ 2º A Presidência e a Secretaria da Comissão serão exercidas em regime de rodízio entre os órgãos que a integram, com periodicidade de doze meses, iniciando-se pelo Ministério da Justiça, por intermédio do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, da Secretaria de Direito Econômico.

§ 3º Poderão participar da Comissão, como colaboradores, profissionais e representantes de órgãos públicos e entidades cujas funções estejam relacionadas aos trabalhos a serem por ela desenvolvidos.

§ 4º A Comissão adotará sistemática de trabalho que possibilite a participação da sociedade, mediante consultas públicas ou outras medidas que levem em conta os principais grupos de interesses envolvidos.

§ 5º A Comissão será instalada no prazo máximo de sessenta dias, contados da publicação deste Decreto.

Art. 4º Os Ministérios representados na Comissão, em suas esferas de competência, serão os responsáveis pela fiscalização e pelo controle das informações fornecidas aos consumidores.

Art. 5º Este Decreto entrará em vigor em 31 de dezembro de 2001.

Brasília, 18 de julho de 2001; 180ºda Independência e 113ºda República.

 

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO

José Gregori

Marcus Vinicius Pratini de Moraes

José Serra

Benjamim Benzaquen Sicsú

Ronaldo Mota Sardenberg

 

 

 


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